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Titãs e Paralamas na capital

Três já foram os shows a que assisti este ano. O primeiro, Gilberto Gil na prévia do Guaiamum Treloso, beirou a perfeição. Sem multidão, lugar legal e arejado, companhia da namorada, bons amigos por perto e o ex-ministro da Cultura endiabrado no palco. Além disso, a cerveja estava gelada, descia redondo®, e a fila do banheiro andava rápido. Valeu cada centavo empregado e o saldo, no fim da festa, foi aquele sorriso estampado no rosto.

O segundo, também numa prévia carnavalesca, a do ...Enquanto Isso na Sala de Justiça, deixou a desejar. A animação para o show de Jorge Ben Jor tava a mil e alegria por ter uma das fantasias de super-herói mais criativas foram minadas por uma sucessão de shows ruins. Não sei o pior foi o do Instituto Tim Maia Racional ou da Orquestra Contemporânea de Olinda.

(Aqui, cabe um parênteses: o ...Enquanto Isso é tradicionalmente uma das prévias mais alternativas que se tem no Recife/Olinda e de repente o show tava até legal para um público que curte a tal alternatividade. Eu, que sou acostumado com aquela velha combinação samba + frevo = um carnaval legal, é que estava no lugar errado. Resultado: de saco cheio, fui embora aos 15 minutos da apresentação de Jorge Ben Jor).

Depois de um sucesso e outro fracasso, era preciso tirar a negra. A responsabilidade ficou nas mãos dos Titãs e dos Paralamas. E os digníssimos senhores não decepcionaram. Tanto que a espera de quase três horas e o fato da cerveja ser um veneno e não pegar nada leve®, ficaram em segundo plano. O show também serviu para eliminar uma dúvida pessoal. Quais das duas bandas lidera a minha preferência?

Ok, são estilos diferentes, embora os dois grupos se encaixe naquilo que se convencionou a chamar rock brasileiro anos 80. Mas era preciso eleger uma, a melhor delas. O ser humano é assim, adora fazer lista ou elaborar um ranking pessoal de suas preferências. Mesmo as maias banais. Por uma apertada margem de votos, os Titãs ganharam a briga. É incrível a vitalidade de Paulo Miklos e CIA. Ou seria Branco Bello e CIA? Ou Tony Belloto e CIA? O que dizer de um cara que agarrou a Malu Mader e nunca mais largou, né?

Os Titãs pularam de um lado para o outro (não, isso não é uma piada infame com a situação cadeirante de Herbert Viana), gritaram, cantaram. Sem migué, sem se esquivar. Fizeram melhor que muito artista por aí que emenda um pout-pourri escroto, enrola o público, embolsa a grana e não chega nem a molhar a testa de suor no palco. Desconfio que no fim do show dos Titãs deve rolar uma aplicação pesada de antiinflamatórios ou quem sabe uma sessão de massagem tailandesa para colocar as juntas no lugar.

Fiquei pensando no público acima de 40 anos que foi conferir a perfomance dos Titãs e Paralamas. Que alegria rever a banda preferida da adolescência ou do fim dela e, embalado na vitalidade dos caras, poder reviver aqueles anos passados. Também pensei na geração atual. Será que daqui a 20 anos os Detonautas, NX Zero, Tihuana, entre outras bandas ainda serão lembrados? E a vitalidade vai ser a mesma? Aposto que eles estarão mais para Léo Jaime do que os Titãs e Paralamas.



Escrito por f.benites às 18h23
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