Lembranças futebolísticas
Chegamos ao fim da primeira metade do ano. Para muitos, 2009 andou devagar. Para outros, foi rápido demais. Logo estaremos vendo as propagandas de dia dos pais e dia das crianças e num piscar de olhos os mercados e ruas serão enfeitados com os balangandãs de Natal. Alguns dias depois tudo começa outra vez. Essa introdução toda sobre o correr dos dias é para falar do passado. Há exatos sete anos, a Seleção Brasileira conquistava o pentacampeonato na Alemanha. Lembro bem do dia 30 de junho de 2002. Aliás, em se tratando de Copa do Mundo, essa é a que tenho as melhores lembranças, sobretudo em relação às farras. Não me lembro da Copa de 82 (Espanha), pois só tinha dois anos de idade. Da de 86 (México), não me recordo de nenhum jogo, mas sim que minha mãe desmaiou e do pequeno tumulto que se formou na sala onde víamos o jogo. Suspeito que foi a mistura bombástica de álcool com as emoções da seção de pênaltis entre Brasil e França pelas quartas-de-final. Em 1990 (Itália), comecei a sofrer com a Seleção. Em 1986, eu não tinha noção da tristeza que era ver o Brasil se despedir de uma Copa do Mundo, mas quatro anos depois... Por motivos diferentes, xinguei o time argentino e o brasileiro com toda a força e o vocabulário que uma criança de 10 anos poderia ter na época. Apesar da alegria de ver o Brasil ser tetra, a Copa de 94 (Estados Unidos) não foi tão alegre. Vi a maior parte dos jogos sozinho (não me lembro porque foi assim). Assisti à final na rua, em frente à casa de um vizinho. Era eu, ele e mais umas duas pessoas na frente da TV. Foi bom pelo vitórias, mas ainda assim foi uma comemoração muximbinha. A Copa da França foi aquela coisa, né. Se em 86 os franceses fizeram minha mãe desmaiar, em 98 me deram muita, muita raiva. Nesse ano, vi os jogos com um olho na TV e outro nos livros, pois era ano de vestibular. Na sala de aula, os professores faziam terrorismo dizendo que quem queria passar na UFPE não parava para ver Copa do Mundo. Fiz o contrário e deu tudo certo. Já em 2002 (Coréia do Sul/Japão) foi só alegria. A começar que assisti aos jogos com a galera da faculdade. A abertura, França x Senegal, foi vista num barzinho perto da UFPE. Os jogos do Brasil foram prestigiados em lugares diferentes, mas sempre com muita farra e na companhia dos amigos que faria pela vida toda. Os lugares variavam sempre. Numa partida contra a Turquia, acho que pela semifinal, a turma toda foi para Porto de Galinhas. Alugamos uma casa por um fim de semana só para ver o jogo e não repetir a escalação das sedes onde víamos as partidas. A tática se mostrou correta. No dia da final, um 30 de junho como hoje, escolhemos a casa de João Paulo como base. O resultado todo mundo já sabe. Brasil 2 x 0 Alemanha, cachaça e uma romaria para a Avenida Boa Viagem. O dia 30 ainda seria mais feliz pra mim porque à tarde o Náutico venceria o Santa Cruz por 2x1 e se tornaria bicampeão pernambucano. Eu achava que o Brasil ia dominar a Copa de 2006 e o Glorioso paparia o estadual pelos próximos anos. Não foi bem assim. Por isso, saudades do feliz 30 de junho de 2002.
Escrito por f.benites às 17h33
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