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Cinema sozinho é a maior diversão

Sábado retrasado eu fui ao cinema sozinho. Tem gente que não gosta de jeito nenhum e que prefere levar namorada, mãe, cachorro e papagaio a tiracolo. Claro que eu prefiro ir acompanhado, mas por mim tudo bem se tiver que ir só. Procuro curtir a experiência e me divertir do mesmo jeito.

Quando eu era mais novo ia ao cinema sozinho com mais frequência. Na maioria das vezes, os amigos iam juntos. Em algumas ocasiões, porém, eu me mandava sem qualquer companhia, a não ser uma latinha de refrigerante e um pacote de cheetos ou de biscoito recheado, quando não os dois.

Hoje quase não faço isso. Não estou reclamando. É apenas uma constatação. Há gente que daria tudo para ter um namorado, um amigo ou um personal acompanhante. É legal, claro. Se for namorada, tem conversa, amasso, ombro pra se encostar e um saco de pipoca a mais. Se for amigo, tem bate-papo. Se for paquera, tem uma tentativa, duas tentativas, três... Se você for rápido no gatilho, tem beijo e amasso antes dos créditos subirem.

Sem dúvida, companhia no cinema é muito bom. Mas também é legal ir sozinho e não importa se você está lá sem ninguém ao lado voluntariamente ou por força do destino. A grande dica pra não sentir a “solidão” é saber escolher o gênero do filme. Me recordo de um amigo que tinha sido dispensado pela namorada e foi assistir ao musical Moulin Rouge na última sessão. Saiu deprimido e com uma sensação de cornidão infinita.

O caminho das pedras é optar por uma comédia, o que faz o tempo passar rápido. Os mais tarados vão dizer que a grande pedida é assistir a um pornozinho. Os nerds devem votar nos filmes cabeça ou em ficção científica. Cada um com seu cada qual. Sozinho, eu dispenso os dramas e os filmes românticos. Além da comédia, aposto numa película de ação, suspense ou terror. Nesta ordem.

Minha última visita ao cinema sem ninguém por perto, por exemplo, foi divertida. E quando falo sem ninguém, é sem ninguém mesmo. Tinha umas 11 pessoas na sala de exibição e todas longe da minha fileira. Eu sabia que não estava só por conta das gargalhadas que ouvia. O filme (Se beber não case) valeu o ingresso. Politicamente incorreto até dizer chega.

Aliás, se alguém politicamente correto chegar a ler este texto vai me chamar de limitado e imbecil, pra ficar no mínimo. O meu lado cinéfilo tem espaço para tudo, mas confesso que não tenho muita paciência para certos tipos de filme e aí não importa se estou acompanhado. Lembro de um tal Spider que vi no Cinema da Fundação. Só não me matei na hora em consideração à minha amiga Silvana, que me convidou.

De qualquer forma, não importa o gênero ou se você está acompanhado ou sozinho. Veja filme na telona sempre que der. Assim como a viagem é mais importante que o destino (quem gosta de viajar sabe do que falo), marcar presença no cinema é o grande barato. É a volta à infância, é a curiosidade aguçada pelo trailer, é o riso, é o choro. A maior diversão.



Escrito por f.benites às 21h05
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